Graças às enxaquecas, tenho uma vida saudável

Por: Anna K. (Dinamarca)

Era janeiro de 1995, eu estava me preparando para um exame de estudo de caso de 72 horas na universidade quando, de repente, comecei a ter uma forte dor de cabeça e meus olhos doíam – mas estava convencida de que era uma gripe. Consegui passar no exame tomando analgésicos. Durante os meus 20 anos, a dor voltava de 1 a 2 vezes por ano, mas, como eu estava chegando perto dos 30, comecei a ter dores de cabeça todo o mês, ou mais de uma vez por mês, e a minha família me incentivou a consultar um neurologista, pois várias mulheres na família têm problemas com enxaquecas. Era claro que eu havia herdado o problema!

A boa notícia sobre a enxaqueca é que ela não é perigosa; a má notícia é que AINDA não há cura e pode ser incapacitante. Então, eu leio, pesquiso e experimento muitos tipos diferentes de tratamento.

Comecei pela medicina tradicional. Tenho uma neurologista fantástica com quem participei de muitos novos testes médicos. Se não fosse por ela, eu teria que parar de trabalhar, pois tenho períodos de enxaqueca de mais de 30 dias seguidos.

Também tentei muitos outros tipos de tratamento: acupuntura, injeções de procaína, diferentes tipos de cura, yoga facial, fisioterapia, psicólogo/treinador, dieta, suplementos de vitaminas/ervas, esportes (yoga, pilates…), e tenho certeza de que estou esquecendo de alguns. Tudo isso ajudou e reduziu o número de dias de enxaqueca por mês, mas nunca fiquei livre dela por mais de 1 mês, e considero 2 dias de enxaqueca uma vitória.

Depois de 25 anos, isso parece desastroso, mas não vejo dessa forma. Aprendi muito; descobri uma maneira de conviver com a dor e conseguir ter uma vida feliz com o meu marido, filhos, família e amigos, e uma ótima carreira profissional. Além disso, devo agradecer a enxaqueca por muitas coisas que incorporei em minha vida. Tenho uma vida muito mais saudável porque ela me obrigou a me organizar e a criar uma rotina diária forte. Eu sigo uma dieta muito saudável, faço tudo que posso para dormir 8 horas por dia, começo meu dia com meditação, e procuro me exercitar de 5 a 7 dias por semana (corrida, pádel, ciclismo, pilates). A adversidade nos torna mais fortes, mas eu nunca desistirei da minha busca por uma vida livre de enxaquecas!

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