O Linfoma de Hodgkin me fez descobrir como a comida pode curar

Por: Madison Pollack

Aos 24 anos, quando eu morava em Austin, no Texas, trabalhava em um novo emprego corporativo empolgante, estava começando um relacionamento divertido, lembro de ter pensado comigo mesma: “Acho que a vida não pode ser tão boa.” Bem, vejam só, algumas semanas depois, fui diagnosticada com câncer. Eu estava tendo dores no peito, suores noturnos e uma tosse consistente por cerca de um ano antes do meu diagnóstico. Eu sempre ignorei, como se fosse uma distensão muscular ou uma alergia, mas, depois de uma viagem a trabalho de volta para casa de Londres, eu não consegui mais ignorar os sintomas. Ao chegar em Austin fui direto para o pronto-socorro, onde fizeram um eletrocardiograma para testar o meu coração. O batimento estava anormal, então me direcionaram para a sala de emergência onde a minha jornada de diagnóstico começou.

Depois de fazer uma bateria de exames, fui oficialmente diagnosticada com Linfoma de Hodgkin de alto risco, estágio 2, no dia 1º de agosto de 2018. Todos me diziam que “é um câncer fácil, você tem sorte” e “se você for ter câncer, este é o que você quer.” Embora o Hodgkin ter sim uma taxa de cura muito mais alta em comparação com a maioria dos cânceres, eu ainda tive que passar por químio e radioterapia, e ouvir as pessoas me dizendo aquilo me fazia pensar que eu não tinha permissão para ter medo ou raiva da minha situação porque “foi fácil para mim”.

Assim que terminei o tratamento foi quando a verdadeira luta começou. O médico diz para voltar em 3 meses para um check-up e você ficará sozinho… em um mundo totalmente novo, com um novo corpo e uma nova perspectiva de vida. Eu cresci pensando que nada disso iria acontecer comigo, então o fato de que realmente aconteceu me fez pensar que poderia acontecer novamente. Por que não? O que o impediria de voltar agora que estou fora do tratamento?

Dizem que o primeiro ano é quando o linfoma tem maior probabilidade de voltar, então, nos primeiros três meses entre o meu último tratamento e o primeiro exame de check-up eu fiquei devastada. Eu não só estava careca e fisicamente não parecia comigo mesma, mas todas as dores, sensações estranhas no corpo, dor de cabeça, azia, suores noturnos, coceira na pele ou qualquer coisa, eu imediatamente pensei que o câncer estava de volta. Eu tinha ataques de pânico e ligava para a minha mãe no meio da noite várias vezes durante a semana.

Algo dentro de mim fez um clique e logo pensei: “Se eu viver exatamente da mesma maneira que vivia antes, por que o câncer não voltaria?” Então, quando fiz o check-up de 3 meses, meus exames deram negativos, o que, claro, foi um alívio, mas perguntei ao meu médico: “Há algo que eu deveria fazer de forma diferente? Devo mudar minha dieta?” E, embora eu ame absolutamente meu oncologista e seja muito grata por ele, ele não deu a resposta que eu procurava. Ele apenas disse para continuar com a minha vida e evitar carne vermelha, se possível. Tive de começar a procurar por respostas sozinha! Eu precisava me sentir saudável novamente e retomar o controle da minha própria saúde.

Depois de pesquisar e perguntar a amigos da área de saúde e bem-estar, encontrei o Instituto de Nutrição Integrativa e a minha vida mudou para sempre. Comecei a aprender como a comida, o movimento, o estresse, sono e os nossos pensamentos realmente afetam a nossa saúde física e mental. Aprendi a cozinhar, a preparar refeições fáceis, quais nutrientes eu realmente precisava, como me sentir mais enérgica, como construir confiança e sentir um novo eu mais vibrante. Acabaram as dores casuais, veias grossas, dores de cabeça ou azia e, por sua vez, reduzi em dez vezes a minha ansiedade e estresse. A comida é mágica absoluta, e a minha missão passou a ser ajudar a todos que posso a enxergar dessa forma também.

Me tornei profissional de saúde para ajudar outros sobreviventes a superar esse período difícil pós tratamento, de querer ganhar o controle da sua saúde, mas não ter ideia por onde começar. Agora estou vivendo meu sonho em Los Angeles como um Técnica de Saúde e Nutrição Integrativa, Instrutora de Yoga certificada e apresentadora de podcast, e, em vez de pensar “acho que a vida não pode ser tão boa”, mudei meus pensamentos para “eu sei que a vida pode ser tão boa e eu tenho sorte de estar aqui vivendo isso.”

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