Permanecer sóbria é a realização da qual eu mais me orgulho

Por: Christina Kimbrough (USA)

Em 3 de fevereiro de 2020, tomei oficialmente a minha última bebida depois de 10 anos bebendo muito. Eu tentei por 2 longos anos ficar sóbria, mas foi só depois de chegar a um ponto baixo na vida que fui capaz de procurar ajuda.

No ano passado, eu estava morando em Norfolk, na Virgínia, quando consegui um novo emprego que me deixou muito animada. Foi um grande passo na minha carreira. Infelizmente, eu estava no auge do meu vício naquela época e passei a noite inteira bebendo. Comecei tomando uma garrafa de vinho com o meu marido e, quando ele adormeceu, continuei a beber e caminhei até a casa de um vizinho às 4 horas da manhã. Eu nunca tinha conhecido aquele cara, mas como ouvi um barulho no seu quintal, pulei a cerca para me juntar a ele. Fiquei lá, bebi e depois fui para o meu trabalho bêbada na manhã seguinte.

Meu desempenho no meu novo emprego foi obviamente horrível devido a minha embriaguez. Continuei bebendo durante o dia todo, então entrei em uma bebedeira de dois dias. Eu nunca tinha feito nada daquele tipo antes e estava assustando a mim e ao meu marido.

Depois daquele episódio, meu marido me fez sentar e disse que eu precisava de ajuda. Concordei completamente. Nós dois tomamos a decisão de que eu deveria voltar para a minha cidade natal, Cleveland, em Ohio, para ficar sóbria. Então foi exatamente isso que eu fiz. Eu me abri para o meu novo chefe e compartilhei que estava lutando contra o vício. Eles foram incrivelmente gentis e solidários.

Daí, em janeiro de 2020, voltei para casa. Pensei que ao voltar isso me ajudaria a parar de beber, mas não ajudou. Continuei bebendo e mentindo para a minha família. Eu morava com a minha avó, ela não bebia e me fornecia um lugar seguro para ficar sóbria. Quando eu estava em casa, continuava a beber, então a minha avó pegou o meu cartão de débito e as minhas chaves para me ajudar a parar. Resolvi, por fim, fazer um tratamento ambulatorial por cerca de 8 semanas, sendo que quando eu terminei a pandemia da COVID explodiu.

Permanecer sóbria durante uma pandemia tem sido uma jornada louca. Utilizo vários recursos para me ajudar. Entrei para o AA, tenho um padrinho e faço reuniões virtualmente, vou para a terapia e também entrei no mundo da sobriedade usando a mídia social. O Instagram e o Facebook têm sido ótimos lugares para seguir e me conectar com outras pessoas sóbrias. Nos primeiros meses, li memórias de outras mulheres sóbrias, como “Quit Like A Woman”, de Holly Whitaker, e “We are the Luckiest”, de Laura McKowen. Suas histórias me deram esperança.

A recuperação é algo diário para mim. Tento meditar, malhar, anotar e assistir às reuniões do AA, e me conectar com outras mulheres sóbrias. Eu também compartilho a minha história abertamente online como uma forma de me manter responsável, acabar com o estigma em torno do vício e dar esperança a outras pessoas que talvez tenham dificuldades. Se você está lendo isso e se perguntando se pode ficar sóbria, acredite, é possível. Nós podemos e IREMOS nos recuperar. As coisas não são perfeitas na sobriedade. A vida ainda é difícil, mas aprendi a lidar com a situação de maneiras mais saudáveis.

Devo dizer que sou o mais feliz que já pude ser. Minha sobriedade é a realização da qual eu mais me orgulho até o momento, e é algo pela qual sou grata todos os dias.

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